terça-feira, julho 26, 2005

Eu olho...

Olho à volta. Olho pra mim. Olho nos olhos dos outros.
A vida que vivo mostra-me a vida que quero.E a que não quero.
E na vida dos outros, e na minha vida, as semelhanças tocam-se. Abraçam-se.
É tão simples revermos nos outros as nossas inseguranças.
É tão simples procurar nos outros razões para as justificarmos.
E nem percebemos as asneiras que fazemos.
As minhas inseguranças já me fizeram magoar irreversivelmente algumas pessoas.
É verdade que já fui magoada também. O pior é que é sempre uma dor injusta, injustificável e absurda. Sempre pedi desculpa pelos meus erros. E também pelas inseguranças.
Mas acho que como todas as pessoas a fragilidade e a afectividade nos faz inseguros. Aguardo o tempo e a experiência que este me vai trazer para que me fortaleça e me assegure. Com a perfeita noção que terei sempre inseguranças, ou não fosse eu, não fossemos nós, seres em convivio, em sociedade.

segunda-feira, julho 04, 2005

Entre um momento, um post...

Já passou tanto tempo, tanta vida desde a última vez que escrevi. Mudei muito. Cresi tanto.
Dei cabeçadas. Escorreguei em cascas de banana. Fiz asneiras. Chorei a vida. Enfim...
Fui amada, desejada, querida. Fui elogiada. Ri e sorri. Encantei. Toquei o coração das pessoas. Cheguei onde muitos não chegam. Consegui fazer parte da memória de alguém. Tem valido a pena viver. Cada vez mais percebo que nada na vida é por acaso. Tudo o que nos acontece tem um motivo, uma razão. Um sinal que nos mostra qualquer coisa, basta estarmos atentos e saber interpretar, que é o mais dificil. Tudo o que me tem acontecido, serve para me mostrar muitas coisas, que fiz de bom e de mau, e outras que ainda não fiz. Por um lado faz-me provar do meu proprio veneno. Por outro mostra-me que a minha forma de ser está correcta. Mas no meio de tudo isto há coisas que não mudam. O chá por exemplo, continuo a ter as minhas horas do chá...e dessas não prescindo, por muitas mudanças e sinais que a vida me dê.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Até à exaustão....

Não sei se me sinto vazia demais pra escrever, ou se estou cheia de emoções pra expressar!
Deparo-me com o ecran em branco, onde podia escrever a minha vida. Ou parte dela.Memórias. Cada vez amo mais a vida. Cada vez mais percebo que ela não é o que queremos, nem nos dá o que precisamos. Caso nós façamos algo por isso. O meu mal, é concentrar-me sempre mais um pouco doque o que devia em certos aspectos da minha vida, e descurar os outros! Pessima forma de viver!!Tenho de mudar, bem sei!!Tentarei e vou conseguir.Mas às vezes, parece que aquele é o motor, onde se vai buscar força para o resto!Reafirmo: Pessima forma de viver!Descobri que o amor se alimenta de vida, da partilha!
Vivam os vossos amores, até á exaustão...é uma sugestão que vos deixo.

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Regresso às origens

Agora que estou prestes a fugir das minhas raízes, senti necessidade de voltar aqui, onde começámos uma aventura que tem estado em stand-by.
só para te dizer que li o que me escreveste e tenho estado com essas palavras no pensamento, mesmo que não te tenha dito nada. Tocaram-me, as palavras e a análise.
Tenho saudades dos nossos chás, mas a vida não tem ajudado nada.
Prometo que, em breve, iremos recuperar o tempo perdido.
Beijos na alma.

sábado, novembro 20, 2004

Dá que pensar!!

"Viver com uma pessoa obriga-nos a partilhar o que nem sempre se pode ou é bom partilhar. Chegar a uma casa onde nos esperam, sempre nos desilude.Facilmente desistimos de nos explicar, porque as palavras, ao repetirem-se, se vão esvaziando. Cansa muito imaginar o que se faria se estivessemos sozinhos sabendo o engano grande que há sempre nisso. Se quisermos ser justos é ainda mais dificil, porque não o somos. E há um sacrificio do qual acabamos por perder o sentido.Falta tempo quanto mais falta temos de companhia, e ficamos mais sozinhos. Sim, podemos ser suficientes para várias pessoas mas somos sempre insuficientes para uma só."

Pedro Paixão in "Vida de Adulto"

quarta-feira, novembro 03, 2004

O Caminho faz-se caminhando!!!

Às vezes estamos perdidos. Sabemos o caminho. Mas ainda não estamos preparados para o percorrer. Curioso, é que só nos damos conta disso, quando já estamos a caminhar!!

domingo, outubro 31, 2004

A crescer...

Desenquadrei-me. Já não sinto aquelas pessoas como minhas. Apenas sinto como pessoas que entraram na minha vida. Mas que vão sair. Não vão ficar. Não quero que permaneçam. As conversas já nada me dizem. Sinto-me à frente. As brincadeiras, não me fazem rir. Passei a achar graça a outras coisas. Não gosto de alguns sentimentos que se sentem. Sinto que estou à frente, talvez por pretensão, mas aquelas não são as minhas pessoas, nunca foram. Percebi e atingi um outro patamar da amizade. Sinto a amizade como algo puro, de respeito e compreensão mútua, de entendimento.No fundo sempre a senti desta forma, mas agora a maturidade faz-me aproveita-la e aprecia-la com mais intensidade, mais prazer!
A amizade nunca será, pelo menos pra mim, um sentimento em que julgar sem contextualizar é acção primeira.
Quando me dou, dou-me inteira, não dou metades!!